quarta-feira, 20 de novembro de 2013

E às três foi de vez! O almoço na Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa

Os almoços do Chefe Nuno Diniz e dos seus alunos da Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa são à 4ª feira e se tentarmos reservar na própria semana, impossível, já está cheio! Por isso à 2ª “nega” resolvemos reservar logo para a semana seguinte, mesmo sem conhecer a ementa.
Foto do site da Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa
O restaurante não é muito grande, mas não é por isso a maior dificuldade. O que tanto atrai é que temos o Chefe Nuno Diniz, uma ementa muito original e um preço para toda a refeição incluindo as bebidas (água e um copo de vinho), pão e azeite e um aperitivo, por apenas 15 euros por pessoa. Assim, à partida já promete, mas depois da refeição conclui-se que é uma relação preço / qualidade imbatível. Imbatível porque o preço não é muito elevado e a qualidade é altíssima.
Já referi a originalidade da ementa, mas isto juntam-se, grande qualidade dos produtos, execução irrepreensível, empratamento adequado realçando os diversos elementos presentes no prato, e sabores fantásticos!
Infelizmente não tenho a ementa de hoje o que é pena porque todos os nomes dos pratos mencionam uma ou duas cidades que o inspiraram estando patente a sua originalidade. Por isso aqui fica de de memória e com os detalhes possíveis: 
  • começamos com hummus que escondia aquilo a que chamei um pastelinho mas que quando comi percebi que era alheira, das melhores que já provei – de Boticas conforme o Nuno nos disse – acompanhado ainda por um puré de castanhas, macio e de sabor subtil mas a não deixar dúvidas quanto à presença das ditas; 
  • seguiu-se um yakitori de camarão com legumes, com uma profusão de sabores, todos eles a complementarem-se e a serem realçados por um ligeiro picante, acompanhado por noodles; 
  • veio depois uma canja de bacalhau com uns legumes cortados quase em tamanho microscópico, mas que davam sabor e cor, escondida por uma tampa de massa folhada – para além de muito boa, a apresentação é original (esta sopa referenciava as cidades de Lisboa e Lyon);
  • finalmente, ainda foi possível aumentar a originalidade, e tivemos um prato de línguas de borrego com flocos de aveia, belíssimo!! 
  • A sobremesa manteve o padrão de qualidade e originalidade: um parfait de abóbora acompanhado de gelado de marmelo - delicioso, consistência perfeita – frutos vermelhos sobre creme de marmelo, e micro-quadrados de marmelada. Uma combinação para mim inesperada mas a resultar muito bem, pois o marmelo nas várias preparações “animou” o parfait que sozinho poderia ficar monótono.
Enfim, uma refeição ao nível do melhor que conheço. Se isto for um indicador do futuro da cozinha em Portugal, acho que não temos nada a temer!

Uma palavra quanto ao serviço. Muito simpático, mas é pena não apresentarem os pratos ou pelo menos dizerem os seus nomes, pois não são fáceis de recordar, e é interessante sabê-los para perceber as influências e referências que os pratos nos querem trazer. 

O serviço de vinhos não teve falhas, o vinho estava a uma temperatura aceitável. Bebemos o vinho incluído no menu - Cerejeiras Vinho Regional Lisboa Branco da Quinta das Cerejeiras (2012) - que não se "intrometeu" e como tal cumpriu, sem mais. Agora os copos, são de desastre!! Infelizmente ficámos a saber que a minha ideia de falar com uma marca de copos para patrocinar estes almoços disponibilizando copos adequados, não é viável. Pelos vistos, ter patrocínios é visto como pouco ético, suborno ou algo parecido. Não percebo, mas parece que é assim. Pena, mas não é isto que nos vai fazer desistir. Já temos reserva para o almoço da próxima semana!

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