sábado, 11 de maio de 2013

A cavala


Este ano, uma das estrelas do Peixe em Lisboa foi a cavala. Estiveram 4 sub-chefes de restaurantes conceituadíssimos - Osteria Francescana, Viajante, Belcanto e Feitoria e dos quais conheço os 3 últimos – que fizeram maravilhas com a cavala utilizando 4 métodos distintos: infusão (chá de cavala quem diria!?! Adivinhou-se fantástico!), fumada, braseada e marinada.
Antes disto uma muito didáctica apresentação (didáctica no melhor sentido, pois aprendi bastante sobre a cavala) realizada por Pedro Bastos que demonstrou que para além de conhecimento tem paixão  sobre o tema o tornou tudo mais interessante!
Com esta inspiração comprei ontem 2 cavalas de bom tamanho (cerca de 30 cm) que resolvi fazer assadas.

As cavalas forma temperadas com sal grosso com ervas (oriundo da Croácia – quando somos conhecidos como apreciadores de boa comida e amantes de cozinhar, oferecem-nos estas coisas), algumas folhas de manjericão nas guelras e por cima meia cebola em  bocados, 2 colheres de sopa de tomate pelado e azeite.
Assaram depois na parte de baixo do forno durante 40 minutos a 150 graus, mais 10 minutos na parte central e finalmente 10 minutos com a grelha a 200 graus.



No final … as cavalas estavam no ponto – gostamos do peixe pouco passado, muito menos do que é habitual fazer-se em Portugal  - suculentas, mas ao comer sente uma adstringência que impõe uma secura na boca e por isso pede molho, coisa que não havia em quantidade suficiente.

Como acompanhamento courgettes e feijão frade, salteados com alcaparras e anchovas de conserva.
O acompanhamento ligou bem, a cavala estava saborosa, mas precisa de correcções ou talvez o assar não seja a preparação mais adequada.

O VINHO: Acompanhámos as cavalas com um vinho italiano, branco  – CAPRAZO, Le Grance, 2002 - que tem um bom corpo; na boca algumas notas de oxidação (normal num vinho com 11 anos) mas um final longo. Foi uma boa ligação.

Em conclusão, foi um jantar bem conseguido, mas não fiquei convencida que a cavala seja um peixe adequado para assar.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Bistro Edelweiss


Restaurante acolhedor e confortável, lista original – não é vulgar encontrar língua estufada ou vol-au-vent de molejas – excelentes produtos, confecção muito boa e quantidades generosas (para mim até generosas de mais …). O serviço é simpatiquíssimo!

A conta escrita à mão é um pormenor delicioso ...
(também dão a conta  da máquina, com NIF e etc.) 
É um restaurante onde a batata é rainha como se pode constatar em algumas das nossas escolhas: língua estufada com puré de batata, salsichas alemãs com um frito de batatas (que estava excelente), raclette Unique, uma entrada de batatas com queijo derretido por cima.

Merece destaque a raclette unique, porque sendo extremamente simples, é uma entrada excelente, mesmo gulosa. Como em qualquer prato muito simples, a qualidade dos produtos é fundamental e neste caso tanto as batatas como o queijo eram de excelente qualidade. A confecção, perfeita! As batatas estavam no ponto certo de cozedura e o queijo derreteu como se pretende, criando uma capa sedosa mas consistente. Acompanham pepinos e cebolinhas em pickle, acompanhamento perfeito para cortar a gordura do queijo e apetecer comer sempre mais!

Mas nem só de batata vive esta lista. Os vol-au-vent (2!) de molejas, são acompanhados por pasta fresca, muito bem confeccionada, leve, que faz brilhar os folhados.

Quanto às sobremesas que escolhemos, são originais e contribuem para terminar a refeição da melhor maneira:

  • Uma mousse de maçã, muito fresca, excelente para ajudar a digestão de uma refeição abundante como esta.
  • Um gelado artesanal de bolachas de especiarias, muito bem confeccionado, cremoso mas consistente, doce q.b. e com todo o sabor das especiarias - o mérito vai para quem teve a ideia de usar estas bolachas e para quem confecciona o gelado.
  • E, finalmente, aquilo a que chamaria a sobremesa "mais fácil do mundo, mas que faz as delícias dos amantes de chocolate - 9 quadradinhos de chocolate suíço, variados e, claro, de óptima qualidade.



A repetir ! (Até porque eu ainda não provei a sopa de cebola, que ao que parece estava óptima).

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Notas de Prova - 23 Janeiro 2013

No passado dia 23 de Janeiro realizou-se mais uma prova na garrafeira Néctar das Avenidas, tendo-se provado (às cegas) 2 Brancos e 7 Tintos.

Aqui ficam os vinhos e as nossas notas.



A estrela foi o Pêra Grave.

O vinho mais polémico, o Encostas de Vassal.


Interessante, termos um vinho de mesa da Madeira!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O meu top pessoal

Há dias comecei a pensar que nestes últimos quinze anos fui a muitos bons restaurantes, e por puro divertimento resolvi elaborar um top pessoal.

Apercebi-me no processo que há um lote considerável de restaurantes aos quais fui apenas uma vez, por razões geográficas, financeiras ou ambas, e não seria justo compará-los com outros aos quais fui regularmente ou pelo menos um número significativo de vezes. Os critérios têm de ser diferentes, porque uma visita única dá para avaliar uma refeição, mas  para avalar um restaurante com justiça são necessárias várias visitas.

Assim, publico aqui hoje o meu "Top Pessoal de Visitas Únicas". Para contextualizar melhor, coloquei em cada restaurante o ano da visita. E como seria difícil ordená-los por uma rigorosa ordem de preferência, dividi-os em quatro categorias segundo a memória que a experiência me deixou, e dentro de cada categoria a ordem é cronológica.

Espero que esta brincadeira vos divirta e talvez reavive memórias.

RESTAURANTE   LOCAL ANO
     
GRUPO 1 - O TOPO    
Sant Pau Carme Ruscalleda Sant Pau - Catalunha 2010
L'Astrance Paris 2012
Agappé Substance Paris 2012
     
GRUPO 2 - QUASE NO TOPO    
Fredsgatan 12 Estocolmo 2003
Guggenheim Bilbao Bilbau 2007
Moo Barcelona 2009
Viajante Londres 2011
The Ocean Algarve 2011
     
     
GRUPO 3 - EXCELENTE    
Café de Paris Málaga 2008
Vila Joya Algarve 2010
Anthony's Leeds 2010
The Ledbury Londres 2011
L'Atelier de Joel Robuchon St Germain Paris 2012
Bel Canto Lisboa 2012
     
GRUPO 4 - MUITÍSSIMO BOM    
Le Colonial Nova Iorque 1998
Balthazar Nova Iorque 1998
Nobu Tribeca Nova Iorque 1999
Nobu Milano Milão 2008
Cracco Peck Milão 2008
Alkimia Barcelona 2009
Harts Nottingham 2010
36 On  The Quay Emsworth 2010
Chester Grosvenor Chester 2010
Pedro Lemos Porto 2012
Ferrugem   Famalicão 2012


quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Restaurantes 2012


Em jeito de balanço aqui ficam os restaurantes a que fomos em 2012. Talvez tenhamos esquecido alguns (talvez porque nem mereciam ser lembrados) mas tentámos que a lista fosse exaustiva. Os comentários que aparecem, surgiram espontaneamente ao colocarmos o nome do restaurante na lista. Mas a ausência de comentários não tem qualquer significado. Foi um bom ano!

Lisboa




Fora de Lisboa




Fora de Portugal





quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Tapas (II) - Restaurante Ibérico … mas em Nottingham, Inglaterra

Ibérico é um bom nome para um restaurante de tapas!


Ibérico World Tapas é ainda melhor pois traduz exactamente o que vamos encontrar neste restaurante em Nottingham – tapas com inspiração de várias partes do mundo: Japão, França, Espanha, claro, e outras.

O menu expresso inclui 2 tapas, o pão catalão e uma sobremesa e podemos escolher desde tapas “muito espanholas” – como os croquetes de presunto - até tapas de inspiração japonesa, passando por outras partes do mundo, talvez mais inesperadas quando se fala de tapas, como por exemplo França, representada por um cassoulet que estava executado na perfeição.

As quantidades são adequadas, a concepção é irrepreensível, a apresentação ao melhor nível – não é por acaso que o restaurante é um Bib Gourmant da Michelin – e o preço, mesmo para Portugal, contribui para uma excelente relação qualidade-preço…  Isto se excluirmos os vinhos, claro! (a carta apresentava um Fonte do Nico(!!) por 16 libras!!! ) 
Mas isto não tem a ver com este restaurante em particular, mas com o facto de estarmos em Inglaterra. 

A entrada do restaurante
Uma nota quanto ao espaço: bonito e confortável, decorado de forma sóbria, aproveita as características do espaço original, as antigas Galleries of Justice de Nottingham, e os azulejos acentuam um certo toque mourisco.

É de facto um restaurante que vale a pena conhecer e apesar de em Lisboa haver restaurantes muito interessantes nesta área (algumas das modernas tascas e outros, como a Travessa do Fado), se tiver oportunidade, voltarei ao Iberico World Tapas!

www.ibericotapas.com




segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Petiscos a sério

Os donos d'A Travessa têm um já longo historial de sucesso em Lisboa, quer no restaurante principal quer há uns anos quando estiveram à frente do Terreiro do Paço, naquela que terá sido talvez a melhor das muitas encarnações deste espaço.

Agora tomaram conta do espaço de restauração do Museu do Fado, onde apresentam uma proposta de petiscos portugueses de grande qualidade.

O espaço é muito bonito, e o serviço está naquela categoria raramente encontrada em Portugal de nos fazer sentir realmente bem vindos.

Dos váriso petiscos provados, todos estaveam em muito bom nível. Boas ostras do Sado; os biqueirões de escabeche no ponto perfeito de tempero; bons peixinhos da horta; excelentes croquetes de carne brava e pastéis de massa tenra, bem como as bochechas de bacalhau; e as iscas estavam fantásticas, talvez as melhores que já comi em restaurante (mas atenção, é preciso gostar mesmo de iscas, vêm mal passadas, num ponto para mim  perfeito mas que não é para estômagos fracos).

Bebemos a copo um branco do Douro dos Lavradoresw de Feitoria e um tinto Alentejo que é o "vinho da casa", que cumpriram a sua missão sem comprometer. Os copos podiam ser melhores, e ao contrário da comida aqui os preços são puxados - 3€ por copo para vinhos medianos em copos medianos, é um bocado exagerado.

Acho que é um restaurante altamente recomendável dentro do género.