quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Restaurantes 2012


Em jeito de balanço aqui ficam os restaurantes a que fomos em 2012. Talvez tenhamos esquecido alguns (talvez porque nem mereciam ser lembrados) mas tentámos que a lista fosse exaustiva. Os comentários que aparecem, surgiram espontaneamente ao colocarmos o nome do restaurante na lista. Mas a ausência de comentários não tem qualquer significado. Foi um bom ano!

Lisboa




Fora de Lisboa




Fora de Portugal





quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Tapas (II) - Restaurante Ibérico … mas em Nottingham, Inglaterra

Ibérico é um bom nome para um restaurante de tapas!


Ibérico World Tapas é ainda melhor pois traduz exactamente o que vamos encontrar neste restaurante em Nottingham – tapas com inspiração de várias partes do mundo: Japão, França, Espanha, claro, e outras.

O menu expresso inclui 2 tapas, o pão catalão e uma sobremesa e podemos escolher desde tapas “muito espanholas” – como os croquetes de presunto - até tapas de inspiração japonesa, passando por outras partes do mundo, talvez mais inesperadas quando se fala de tapas, como por exemplo França, representada por um cassoulet que estava executado na perfeição.

As quantidades são adequadas, a concepção é irrepreensível, a apresentação ao melhor nível – não é por acaso que o restaurante é um Bib Gourmant da Michelin – e o preço, mesmo para Portugal, contribui para uma excelente relação qualidade-preço…  Isto se excluirmos os vinhos, claro! (a carta apresentava um Fonte do Nico(!!) por 16 libras!!! ) 
Mas isto não tem a ver com este restaurante em particular, mas com o facto de estarmos em Inglaterra. 

A entrada do restaurante
Uma nota quanto ao espaço: bonito e confortável, decorado de forma sóbria, aproveita as características do espaço original, as antigas Galleries of Justice de Nottingham, e os azulejos acentuam um certo toque mourisco.

É de facto um restaurante que vale a pena conhecer e apesar de em Lisboa haver restaurantes muito interessantes nesta área (algumas das modernas tascas e outros, como a Travessa do Fado), se tiver oportunidade, voltarei ao Iberico World Tapas!

www.ibericotapas.com




segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Petiscos a sério

Os donos d'A Travessa têm um já longo historial de sucesso em Lisboa, quer no restaurante principal quer há uns anos quando estiveram à frente do Terreiro do Paço, naquela que terá sido talvez a melhor das muitas encarnações deste espaço.

Agora tomaram conta do espaço de restauração do Museu do Fado, onde apresentam uma proposta de petiscos portugueses de grande qualidade.

O espaço é muito bonito, e o serviço está naquela categoria raramente encontrada em Portugal de nos fazer sentir realmente bem vindos.

Dos váriso petiscos provados, todos estaveam em muito bom nível. Boas ostras do Sado; os biqueirões de escabeche no ponto perfeito de tempero; bons peixinhos da horta; excelentes croquetes de carne brava e pastéis de massa tenra, bem como as bochechas de bacalhau; e as iscas estavam fantásticas, talvez as melhores que já comi em restaurante (mas atenção, é preciso gostar mesmo de iscas, vêm mal passadas, num ponto para mim  perfeito mas que não é para estômagos fracos).

Bebemos a copo um branco do Douro dos Lavradoresw de Feitoria e um tinto Alentejo que é o "vinho da casa", que cumpriram a sua missão sem comprometer. Os copos podiam ser melhores, e ao contrário da comida aqui os preços são puxados - 3€ por copo para vinhos medianos em copos medianos, é um bocado exagerado.

Acho que é um restaurante altamente recomendável dentro do género.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Tapas (I)

Gosto de restaurantes de tapas. Como por definição as quantidades são mais pequenas que o habitual, pode-se experimentar uma grande diversidade de coisas e já não ficamos com aquela sensação de frustração porque “apetece-me experimentar tudo e só dá para pedir 1 entrada, 1 prato e 1 sobremesa.”.
Mas quando se vai a um restaurante que se promove como um restaurante de tapas, que apresenta uma lista muito interessante e em que depois de termos feito as nossas escolhas, nos dizem que parte das tapas ou petiscos que escolhemos só se fazem ao jantar, então a sensação de frustração é muito, mas muito maior!!!
Foi o que nos aconteceu um destes sábados ao almoço no BCN (Beber & Comer by Nova Mesa). Trouxeram-nos a lista, fizemos a nossa escolha nas várias secções disponíveis (tapas frias, tapas quentes, petiscos) e quando apresentámos o pedido, informaram-nos que ao almoço não serviam tapas e que iam ver se a cozinha fazia. Afinal a cozinha não fazia uma das que tínhamos pedido, a outra, ia fazer, mas pelos vistos quase por favor (!). O empregado sugeriu que escolhêssemos outra coisa mas, para cúmulo, nem ele sabia quais as tapas que a cozinha fazia ou não fazia ao almoço! Ainda seleccionámos outra tapa para substituir, mas afinal, a cozinha também não fazia essa (soubemos nós, depois de mais uma ida do empregado à cozinha para perguntar) e acabámos por desistir de pedir mais alguma coisa.
Felizmente o que comemos estava bem confeccionado e não há mais nada a dizer. Não tenciono lá voltar. Apenas me pergunto:
  • Porque não ter duas listas, uma para o almoço e outra para o jantar?
  • E não tendo 2 listas, porque não informar os clientes, logo que trazem a lista, que há tapas que não fazem ao almoço? Porque isto não se passou só connosco, mas com todos os clientes do restaurante – só depois de escolherem é que foram informados que ao almoço há tapas que não se fazem!
  • E porque não, dar informação a quem  atende as mesas sobre quais as tapas que não servem ao almoço?
E finalmente, porque não mudarem o conceito? Porque isto, para um restaurante que se promove como um restaurante de tapas, é triste. É triste porque defrauda os clientes e é triste porque anula o trabalho de qualidade que é feito na cozinha!

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Queijos

No conhecido site "Lo Mejor de la Gastronomia", na secção de "Productos", ´constam três queijos portugueses:

- Serra da Estrela da Casa Matias (nota 8,5)

- Azeitão da Ambiqueijo (nota 8,5)

- Ovelha de Conceição Marques (nota 9)


Em relação à Casa Matias, o seu Serra da Estrela existe em três qualidades: DOP Premium, DOP Selecção e DOP. Foi este último que provei, e é de facto muito bom. Numa área onde há tanta aldrabice e falta de quaçidade, este é um valor seguro e pode-se encontrar em supermercados.

A Casa Matias tem também um Ovelha Amanteigado sem a designação de Serra da Estrela, existente nas mesmas três categorias acima mencionadas. Nunca provei.

Há também dois Ovelha Curado, um de 2 meses e um de 4 meses; já provei um dos dois, não me lembro qual, e era também bastante bom.

Quanto aos Azeitão da Ambiqueijo, são de facto excelentes. Não sei se são os melhores Azeitão de Portugal, mas do que já comi são sem dúvida dos melhores. Há dois rótulos, o que vem no site espanhol e um outro vermelho com letras douradas. sinceramente, não notei diferença, não sei se era suposto que a houvesse ou se é só marketing. Mas também nunca comparei os dois directamente.

Já em relaçã aos Conceição Marques, nunca os vi. Pelos vistos é uma produção muito pequena e de distribuição restrita.Se alguém souber onde os encontrar, diga-me.

http://www.lomejordelagastronomia.com/productos/queso-de-oveja-casa-matias

http://www.lomejordelagastronomia.com/productos/queso-de-azeitao-arbiqueijo

http://www.lomejordelagastronomia.com/productos/queso-de-oveja-conceicao-marques

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Para os cépticos quanto aos brancos portugueses ...

Para quem, como eu, não aprecia os brancos portugueses, o International Trophy de 2012 da Decanter, na categoria White Single Varietal over £10 foi para ....

.... Deu la Deu, Alvarinho, Monção e Melgaço, 2010  !!!!


O facto não é só digno de nota para mim, mas também para a Decanter. Diz Sarah Ahmed, um dos juízes do painel que avalia os vinhos de Portugal, que é a 1ª vez na história dos prémios da Decanter (que se iniciaram em 2004 - http://www.wine-searcher.com/awards-3-decanter+world+wine+awards ) que um vinho branco Português recebe uma medalha superior à de prata!!

Pode ser que as coisas estejam a mudar ... Aliás devem estar mesmo, pois diz também Sarah Ahmed:

"If there is a wine which symbolises the new, improved Portugal, is our International Trophy-winning Alvarinho (...)"

New, improved Portugal - é bom saber!!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A consistência do Arola

Uma das coisas que muito aprecio num restaurante é a sua consistência em termos de qualidade.
E em relação a isso o Arola na Penha Longa merece nota máxima!
Ao fim de cerca de 3 anos voltámos lá e posso dizer que a qualidade da comida se mantém e o serviço, acho que até melhorou!
Relativamente à comida escolhemos  o menu Arola Classic.

http://www.penhalonga.com/dining_menu_arola_noite_e.html

Tudo muito bem confeccionado, produtos de elevada qualidade mas, para mim, as estrelas foram o amuse bouche - um canelloni de ostra sobre rectângulo de salmão, simplesmente fantástico -  e a fideuà de bacalhau.
Esta fideuà,  feita à maneira catalã, tem como massa a aletria que vem envolvida num molho de amêndoa e pimentos vermelhos, muito aveludado e … muito saboroso! Sobre a massa, uma posta de bacalhau semi-curado salteado, no ponto em termos de sal e com uma textura excelente. Belíssimo!
Relativamente ao serviço, melhorou, e é justo referi-lo, pois foi uma refeição com alguns desafios neste capítulo:
1)    Éramos 2 casais e foram as mulheres que escolheram o vinho. Ao contrário do que muitas vezes acontece, quem nos serviu não titubeou ao apresentar-nos a carta e não se enganou quando trouxe o vinho para provar. Nota máxima aqui. Para além disso a 2ª garrafa de branco foi dada a provar em novo copo.
Fica aqui a selecção (realizada pela outra mulher presente) que foi muito bem conseguida:
·         Quinta do Valdoeiro Chardonnay 2010 que acompanhou tudo excepto a carne.
·         Quinta dos Roques Touriga Nacional 2008, para a carne.

2)      Quando tudo corria sem reparos, eis que chega o Entrecote de vitela, uma tira de carne suculenta, no ponto, ou seja mal passado como pedido, mas isto apenas em 3 dos pratos! Num deles o entrecôte era uma tira de gordura com muito pouca carne. Feito o reparo, a situação foi resolvida de forma expedita e veio outro prato - agora não com uma tira de carne, mas com um naco, que fez inveja aos restantes comensais!!
Confirmando o serviço simpático e com qualidade, no final foi-nos oferecido um copo de Quinta da Romeira Colheita Tardia, que nenhum de nós conhecia e que achámos bastante interessante!
Uma refeição a recordar! E a juntar às anteriores, como referência para futuras!!